24 junho 2009
Não tenho escrito nada aqui nos últimos tempos não por falta de tempo (esse que, acabados os exames já lá vai uma semana, vai sobrando) e muito menos por falta de assunto. Aliás, foi precisamente pelo contrário, por excesso de assuntos, que me calei. Ainda por cima, todos estes assuntos, ou muitos deles, aqueles que me vêem fazendo mais confusão, são políticos (não gosto desta palavra, mas não arranjo melhor). E quanto à política e etc, quero manter a minha posição de puto, que gosta de ouvir, que vai tentando dizer qualquer coisa, mas que é um puto que anda de metro e ouve música. Mas, vou arriscar.
O que queria dizer é que tenho medo, medo comó caraças. tenho medo daquele senhor da Coreia de óculos escuros que recebeu o poder do pai que está morto e que está vivo ao mesmo tempo e que tarda nada manda uma bomba nuclear à tromba de alguém, tenho medo do que acontece no Irão, tenho medo da América, tenho medo de Israel e da Palestina, tenho medo dos discursos, tenho medo, muito medo.
O que queria dizer é que tenho medo, medo comó caraças. tenho medo daquele senhor da Coreia de óculos escuros que recebeu o poder do pai que está morto e que está vivo ao mesmo tempo e que tarda nada manda uma bomba nuclear à tromba de alguém, tenho medo do que acontece no Irão, tenho medo da América, tenho medo de Israel e da Palestina, tenho medo dos discursos, tenho medo, muito medo.
Tenho medo, porque como sou puto, achava que estes senhores (os políticos), estas doutrinas (políticas) e tudo o resto, serviam para o bem das pessoas. E apesar de tudo de bom que vai acontecendo, e das melhorias que vai havendo, irrita-me que nas minhas viagens de metro, ou nas canções nos meus ouvidos, tenha de pensar que isto tudo não está a resultar.
12 junho 2009
11 junho 2009
hoje (ontem) é também o seu dia, certo?*
Da alma, e de quanto tiver,
Quero que me despojeis,
Contanto que me deixeis
Os olhos para vos ver.
Luís Vaz de Camões
.
.
.
.
.
*este post viu o seu título alterado. o título era "em terra de cegos quem tem olho é rei". As razões da alteração parecem-me óbvias:
1. já chega de dizer mal de portugal, já estamos todos fartos.
2. seria um evidente insulto ao nosso caro luís.
obrigado
26 maio 2009
boas notícias
dois pontos negros, aliás os dois pontos negros cantadeiros, andaram a fazer umas canções acústicas em projectos a solo. do melhor. por um lado o lipe que nos fala de mãos secas e corações encharcados, por outro o jónatas com um cheirinho a arcade fire. ficam os links.
23 maio 2009
escrever canções como se fossem estórias e vice-versa
ela era morena
eu caí ao chão
ela ria-se e era o sol
eu quis dar-lhe um balão
ela sacudia os cabelos
decidi escrever-lhe uma canção
ela não gostou muito
então, dei-lhe o balão
eu caí ao chão
ela ria-se e era o sol
eu quis dar-lhe um balão
ela sacudia os cabelos
decidi escrever-lhe uma canção
ela não gostou muito
então, dei-lhe o balão
15 maio 2009
a água mole que fure - eu que sou duro
é não ter medo de me molhar: é como diz a Joana: é confiar, é atirar-me de cabeça sem medo da água. está fria, doi no corpo mas a secura da margem arde mais que tudo. é não ter medo de me molhar: é fechar o guarda-chuva e receber os pingos que o vento empurra contra a minha cara: sem o fechar não posso correr por mim e apanhar o sinal verde: é não ter medo de me molhar. por ti.
12 maio 2009
11 maio 2009
27 abril 2009
dançar,dançar! #2
DEIXA-ME DANÇAR
DEIXA-ME DANÇAR
TU NÃO SABES O QUE QUERES
DEIXA-ME DANÇAR
os velhos rebentaram com o braço de prata, ontem
DEIXA-ME DANÇAR
TU NÃO SABES O QUE QUERES
DEIXA-ME DANÇAR
os velhos rebentaram com o braço de prata, ontem
25 abril 2009
22 abril 2009
as raparigas
andar deixa de ser simplesmente andar. mas dançar continua a ser gritar com o corpo. como o sol e o mar, olhar. e rir, de rir não sei falar eu, só mesmo elas.
21 abril 2009
de
do jardim nasceu a flor
que rebentou molhada na fonte
do jardim meu amor
vejo o rio vejo a ponte
da outra margem vieste tu
como um tigre tímido de graça
da outra margem dizes tu
vejo o rio vejo a praça
que rebentou molhada na fonte
do jardim meu amor
vejo o rio vejo a ponte
da outra margem vieste tu
como um tigre tímido de graça
da outra margem dizes tu
vejo o rio vejo a praça
Subscrever:
Mensagens (Atom)
arquivo
- março (1)
- janeiro (1)
- novembro (1)
- outubro (7)
- setembro (1)
- agosto (1)
- junho (4)
- maio (6)
- abril (11)
- março (1)
- fevereiro (2)
- janeiro (2)
- dezembro (4)
- novembro (2)
- outubro (2)
- setembro (3)
- junho (4)
- maio (15)
- abril (19)
- março (5)
- fevereiro (8)
- janeiro (20)
- dezembro (24)
- novembro (15)
- outubro (4)
- setembro (1)
- julho (1)
- junho (2)
- maio (10)
- abril (6)
- março (11)
- fevereiro (7)
- janeiro (1)
- dezembro (5)
- novembro (1)
- outubro (2)



