15 maio 2009

punch-line shit

em relação às punch-lines amigo: o pior é quando ele não escorrega para as mãos.

a água mole que fure - eu que sou duro

é não ter medo de me molhar: é como diz a Joana: é confiar, é atirar-me de cabeça sem medo da água. está fria, doi no corpo mas a secura da margem arde mais que tudo. é não ter medo de me molhar: é fechar o guarda-chuva e receber os pingos que o vento empurra contra a minha cara: sem o fechar não posso correr por mim e apanhar o sinal verde: é não ter medo de me molhar. por ti.

12 maio 2009

Porque estou numa de punch-lines,

o coração escorrega para as mãos.

11 maio 2009

auto-correcção

amor, por natureza, escreve-se com letra pequena

27 abril 2009



a terra batida à procura dos teus pés


é na terra batida que eu procuro os teus pés




dançar,dançar! #2

DEIXA-ME DANÇAR
DEIXA-ME DANÇAR
TU NÃO SABES O QUE QUERES
DEIXA-ME DANÇAR

os velhos rebentaram com o braço de prata, ontem

25 abril 2009

dançar, dançar!


já vem tarde, mas é para dançar até cair.

22 abril 2009

as raparigas

andar deixa de ser simplesmente andar. mas dançar continua a ser gritar com o corpo. como o sol e o mar, olhar. e rir, de rir não sei falar eu, só mesmo elas.

21 abril 2009

de

do jardim nasceu a flor
que rebentou molhada na fonte
do jardim meu amor
vejo o rio vejo a ponte

da outra margem vieste tu
como um tigre tímido de graça
da outra margem dizes tu
vejo o rio vejo a praça

18 abril 2009

é pra descer, é pra subir

vamos lá para cima, anda lá!

16 abril 2009

pequena alegria



tempo a gente tem
quanto a gente dá
corre o que correr
custe o que custar

tempo a gente dá
quanto a gente tem
custe o que correr
corra o que custar.
evaporar, rodrigo amarante (little joy)

13 abril 2009

golos

os campos são verdes e cabem num rectângulo branco. um círculo branco no meio, e no meio do círculo uma bola. as bancadas com cores e gritos. vento e luz. o que interessa é marcar golos. correr sempre até cair, para trás, para a frente, para atacar, para defender. fintar, rir e dizer uns palavrõeszitos quando é falta, quando nos espetamos e quando falhamos de baliza aberta. o que interessa é marcar golos e não deixar que nos marquem a nós. eu entro em campo. tshirt, calções, meias até aos joelhos, umas boas botas. bem equipado, tive sorte. sei jogar? sim, quer dizer, mais ou menos, dou uns toques. o que eu quero, agora, é marcar golos. sim, vou marcar. sei marcar. sei que quero marcar. vou ganhar... ou perder, já não interessa tanto, o que interessa é que vou marcar. olho para a minha equipa. todos de igual. todos como eu. todos com medo. medo de enfiar a bola na baliza dos outros. medo de levar com boladas na cara, de rasteiras, de ataques dos adeptos, medo de falhar um corte. medo de marcar golos, de gritar e dar saltos mortais, tirar a camisola e beijar a aliança. medo. medinho. querem jogar, querem marcar, estão no campo, a bola já rola, o árbitro já apitou, e eles, nós, a nossa equipa não se mexe. tem medo. medo do golo.

12 abril 2009

domingo





04 abril 2009

dormir
fechar os olhos
escuro
sono
manhã

dia
novo
tudo
igual

nada
muda

três vezes três


não gosto das ficas dos médicos. melhor, não gosto de ter de as preencher. foi o que aconteceu hoje.mas hoje foi diferente. concelho, distrito e código postal. lisboa, lisboa, lisboa. Senti-me comprometido com a cidade da luz, do rio e das janelas abertas. Hoje, gostei de preencher o raio da ficha. lisboa, lisboa, lisboa.


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