20 março 2009

18 fevereiro 2009

não levar a música muito a sério, nem a alegria

ser sério pode ser importante. mas não agora. venham-me dizer que a felicidade é ser tão profundo como o oceano ou tão sério como um bocado de madeira, que eu vos digo. quando ando à procura de alegria, não ando à procura da metafísica do que quer que seja, ando a cantar sobre o verão, a dançar e a brincar. e na felicidade eu quero alegria, ou melhor, queria.

11 fevereiro 2009

o candeeiro



foi mais ou menos há um ano que tentei matar a palavra "normal".


o saco da palavra normal já se encheu com outras palavras que nada tem a ver com o conceito "normal" (algo que segue a norma). o que é normal é o mais frequente, o menos arriscado, o mais comum, o mais prevísivel. no fundo, a "norma" é sermos iguais aos outros, é sermos em série. em série.





por isso, como dizem os lorella tornado, beija o louco.

30 janeiro 2009

O futuro trará grande lamento, à falta de coragem

O que eu mais quero é ser músico. Não o digo alto porque o medo de que os outros oiçam é grande.

29 janeiro 2009

Aos portugueses, falta-lhes uma letra para acabar as frases.

22 dezembro 2008

o primeiro post depois destas férias grandes

muito fixe...

bem,

voltei.

11 dezembro 2008

chegada

nunca direi que roma é melhor que lisboa. mas, em certas coisas, é o que poderiamos ter sido.

09 dezembro 2008

o meu primeiro postal

os dias aqui são casas. as pedras aqui perdem toda a morte e vivem mais que eu. comem os seus gelados e falam com os seus amigos. as línguas são lhes indiferentes, ouvem, mas não percebem nada. percebem olhos, talvez.
as casas, aqui, não gostam de japoneses de máquinas e flashes, mas levam com eles todos os dias. na sua vida, alegre, são tristes. as casas disserem-me quanto queriam dançar e cantar, mas se eu não sou japonês, sou quase, e acho que não gostaram muito de mim.
as casas pintadas gostam de bicicletas e vespas. gostam de fontes e praças. correm por roma, tropeçando nos maiores feitos dos homens, nos maiores quadros, nas maiores praças. é isso o incrível: depois dos fóruns, caravaggios, vaticanos, fica cá dentro a dor nas pernas de correr com as casas e com o vento, empunhando um gelado, num ambiente de buzinas, sirenes, travões, igrejas e fontes.

comprimentos de roma, esperando estar de volta cedo.

26 novembro 2008

é gooolo!

recebe de peito, depois de uma jogada a dois. prepara-se e.. acrobático, vai com força e sem medo de partir as costas. e eu digo: é golo de certeza!

25 novembro 2008

olá,

dei uma volta a isto. e assim deu para festejar os dois anos de vida aqui do cenas ( que foram dia 26 de outubro, mas pronto).
fica prometido um regresso para breve.

08 outubro 2008

queria ser um menino perdido

nunca me soube tão bem ter dezasseis anos, e com isto não quero dizer nem que noticiários e jornais são coisas só de adulto nem que não me interesso pelo que corre à minha volta, mas sim dizer que ver as coisas cá de baixo é bem bom.
toda esta confusão rodando assim sem centro cá por cima ( a crise dos EUA misturada com a crise que já havia em Portugal, mais o Sporting e o Benfica, mais uns bancos que decidiram falir, mais o Obama e o McCain, mais o Putine a publicitar a prática de Judo, mais um debate quinzenal onde vejo um senhor de barbas dos verdes a perguntar para quando o aumento dos salários, mais alguma coisa e mais outra.) , e eu vou vendo, vou ouvindo, aprendendo, mas tenho sempre a hipótese de desligar e fechar os olhos a ouvir a Feist ou a Catpower, oduelo feminino deste meu outono que chega. posso acordar e correr para a escola, de livros às costas, desta feita aí com uns National, ou então com uma rápida olhadela pelo livro de matemática para ver se me safo na ficha.
o bom é que tudo o que se passa por aí não me chama. o bom é que os meus dias ainda são feitos a cantar e a correr.

os tempos estão a chegar ao fim, mas ainda há tempo para dançar em português





não sei se há muito a dizer sobre eles e sobre o seu magnífico material inútil. é bom. é muito bom. estou a ouvi-lo pela primeira vez agora mesmo, enquanto escrevo e está a ser difícil não dançar. sei que ainda me faltam umas audições para mastigar o disco, mas não há razões para a desilusão, isso já percebi. aliás, há boas razões para não faltar este sábado à festa no musicbox. não falei aqui da estória da Flor Caveira, da Amor Fúria porque não sou a pessoa indicada, mas agora, e para marcar este lançamento dos Pontos Negros, vou-o fazer: todos eles estão a construir o próximo episódio da música portuguesa. e, amigos, estamos mesmo no fim do episódio actual.



não percam o próximo episódio porque nós também não.



(e isto passa por ir comprar o disco dos Pontos Negros à fnac, ou então, ir a www.myspace.com/ospontosnegros)

24 setembro 2008

é o normal:

chegar do verão e contá-lo, seja a quem for. o verão tem isso, é como uma estória. as coisas acontecem connosco sem que os outros as saibam. é como as ideias que fazem as estórias. ninguém as vê connosco e elas querem correr para fora de nós, não por serem boas ou más, mas por serem ideias e, talvez, gostarem de correr. o verão, bom ou mau, também salta sempre da nossa boca para os olhos dos que o ouvem.
o verão deste ano não foge às regras. foi como a estória de uma criança. começou numa fugida nos caminhos de ferro. construímos uma rede férrea de lego cá em casa e fomos descobrir, a casa. não desarrumámos nada, ficou tudo no seu sítio, vimos a casa e voltámos para os quartos. depois chegou a hora de sair, para o sol ou assim. foi o fim da aparição que já vinha desde há muito tempo, deu também para o abre para cá e azul-turqueza e para o princípio das hisórias do padre castanho. depois ora em casa, ora jardim infantil. mas ainda ouve tempo para os pais ligarem a aparelhagem lá do quarto com os três dias do Alive e ainda o último do Sudoeste, mais ainda umas novas músicas vindas dos alentejos. depois de tudo isto, deste dia sem sesta, veio o sono, a vontade de dormir com campainhas e um terraço vazio. as pardes cinzentas, o quadro grande preto-verde - oh não, sempre o mesmo sonho que está para durar até meados de junho, mês em que espero ouvir mais um era uma vez..

17 setembro 2008

as cenas que nós fizémos:

um concerto em grande





, um intra-rail







, umas gravações de banda

www.myspace.com/osasteriscocardinalbombacaveira

arquivo