dois pontos negros, aliás os dois pontos negros cantadeiros, andaram a fazer umas canções acústicas em projectos a solo. do melhor. por um lado o lipe que nos fala de mãos secas e corações encharcados, por outro o jónatas com um cheirinho a arcade fire. ficam os links.
26 maio 2009
23 maio 2009
escrever canções como se fossem estórias e vice-versa
ela era morena
eu caí ao chão
ela ria-se e era o sol
eu quis dar-lhe um balão
ela sacudia os cabelos
decidi escrever-lhe uma canção
ela não gostou muito
então, dei-lhe o balão
eu caí ao chão
ela ria-se e era o sol
eu quis dar-lhe um balão
ela sacudia os cabelos
decidi escrever-lhe uma canção
ela não gostou muito
então, dei-lhe o balão
15 maio 2009
a água mole que fure - eu que sou duro
é não ter medo de me molhar: é como diz a Joana: é confiar, é atirar-me de cabeça sem medo da água. está fria, doi no corpo mas a secura da margem arde mais que tudo. é não ter medo de me molhar: é fechar o guarda-chuva e receber os pingos que o vento empurra contra a minha cara: sem o fechar não posso correr por mim e apanhar o sinal verde: é não ter medo de me molhar. por ti.
12 maio 2009
11 maio 2009
27 abril 2009
dançar,dançar! #2
DEIXA-ME DANÇAR
DEIXA-ME DANÇAR
TU NÃO SABES O QUE QUERES
DEIXA-ME DANÇAR
os velhos rebentaram com o braço de prata, ontem
DEIXA-ME DANÇAR
TU NÃO SABES O QUE QUERES
DEIXA-ME DANÇAR
os velhos rebentaram com o braço de prata, ontem
25 abril 2009
22 abril 2009
as raparigas
andar deixa de ser simplesmente andar. mas dançar continua a ser gritar com o corpo. como o sol e o mar, olhar. e rir, de rir não sei falar eu, só mesmo elas.
21 abril 2009
de
do jardim nasceu a flor
que rebentou molhada na fonte
do jardim meu amor
vejo o rio vejo a ponte
da outra margem vieste tu
como um tigre tímido de graça
da outra margem dizes tu
vejo o rio vejo a praça
que rebentou molhada na fonte
do jardim meu amor
vejo o rio vejo a ponte
da outra margem vieste tu
como um tigre tímido de graça
da outra margem dizes tu
vejo o rio vejo a praça
18 abril 2009
16 abril 2009
pequena alegria
tempo a gente tem
quanto a gente dá
corre o que correr
custe o que custar
tempo a gente dá
quanto a gente tem
custe o que correr
corra o que custar.
evaporar, rodrigo amarante (little joy)
13 abril 2009
golos
os campos são verdes e cabem num rectângulo branco. um círculo branco no meio, e no meio do círculo uma bola. as bancadas com cores e gritos. vento e luz. o que interessa é marcar golos. correr sempre até cair, para trás, para a frente, para atacar, para defender. fintar, rir e dizer uns palavrõeszitos quando é falta, quando nos espetamos e quando falhamos de baliza aberta. o que interessa é marcar golos e não deixar que nos marquem a nós. eu entro em campo. tshirt, calções, meias até aos joelhos, umas boas botas. bem equipado, tive sorte. sei jogar? sim, quer dizer, mais ou menos, dou uns toques. o que eu quero, agora, é marcar golos. sim, vou marcar. sei marcar. sei que quero marcar. vou ganhar... ou perder, já não interessa tanto, o que interessa é que vou marcar. olho para a minha equipa. todos de igual. todos como eu. todos com medo. medo de enfiar a bola na baliza dos outros. medo de levar com boladas na cara, de rasteiras, de ataques dos adeptos, medo de falhar um corte. medo de marcar golos, de gritar e dar saltos mortais, tirar a camisola e beijar a aliança. medo. medinho. querem jogar, querem marcar, estão no campo, a bola já rola, o árbitro já apitou, e eles, nós, a nossa equipa não se mexe. tem medo. medo do golo.
12 abril 2009
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